[Cobertura] Helloween faz um show magnífico em São Paulo

Hey Ya!

Falaremos sobre o primeiro e histórico show do Helloween em São Paulo, na casa de shows Espaço das Américas.

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No final do ano passado, o mundo do heavy metal foi surpreendido com uma notícia que muitos esperavam, mas nunca acreditavam que aconteceria: a volta do vocalista Michael Kiske e do guitarrista Kai Hansen ao Helloween e, como a banda anunciou, não se tratava de uma reunião e sim, uma união, pois ninguém saiu da banda.

Sendo então uma das uniões mais legais que a música já presenciou. Este show de São Paulo foi o primeiro a ser anunciado e seus ingressos esgotaram rapidamente, tendo uma segunda data anunciada, que também teve seus ingressos esgotados. A banda pretendia que este fosse o primeiro show da turnê, mas a primeira data foi no México, dias antes.

Para os dois shows paulistas, a banda anunciou que seria gravado o DVD da turnê, para registrar esse momento que talvez a palavra histórica não seja suficiente e os brasileiros não acreditavam que viriam pela primeira vez Michael Kiske cantando com o Helloween, já que a banda nunca chegou a vir ao Brasil, na época que o vocalista fazia parte.

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Conheci o Helloween em 1996, quando eles vieram pela primeira vez no Monsters of Rock e sempre acompanhei a carreira, nos seus altos e baixos. Presenciar esse show foi um momento marcante e poder estar presente neste momento que entrará em definitivo na história da banda, ficará guardado na memória para sempre.

O show iniciou às 21h05 com a música Halloween, com um mar de bexigas laranjas, campanha que o fã-clube brasileiro propôs para deixar mais o clima de festa e tivemos uma sequência de clássicos com Dr.Stein, I’m Alive, If I Could Fly, mas foi neste momento que tivemos o problema técnico.

Uma parte do telão do palco, onde apresentava animações para cada música e sendo um dos destaques da turnê, parou de funcionar e após algumas tentativas, o problema não foi solucionado e o telão foi desligado, uma pena; principalmente pelo show estar sendo gravado, provavelmente isso implicará nas imagens, e provavelmente no segundo show, este problema foi corrigido.

O show seguiu com Are You Metal?, Rise and Fall, Waiting For The Thunder, Perfect Gentleman, e após esse momento, uma parte especial para Kai Hansen, para quando o guitarrista era também o vocalista, a banda toca um Medley do primeiro álbum Walls of Jericho com Starlight, Ride The Sky, Judas e Heavy Metal (Is The Law).

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Na sequência, temos Forever and One, A Tale That Wasn’t Right e I Can, do álbum Better Than Raw, um dos meus favoritos. O show teve um solo de bateria, mas como o telão não estava funcionando, a homenagem ao antigo baterista falecido Ingo não ocorreu e seguiu com um trecho de Livin’ Ain’t No Crime que abre caminho para A Little Time, seguida de Why?, Sole Survivor, Power e How Many Tears, essa sendo cantada por Andi Deris, Michael Kiske e Kai Hansen, primeira vez na turnê que isto ocorreu.

A banda sai do palco e volta para o bis com o clássico Eagle Fly Free, cantada somente por Kiske, a épica Keeper of the Seven Keys, Future World e encerrando o show com I Want Out, com uma chuva de papel. Com certeza o que escrevi sobre esse show não foi suficiente para os fãs brasileiros que presenciaram ao vivo.

Teremos o DVD para que isso fique mais claro, um momento quase utópico, que se tornou realidade e a banda voltou ao status da maior banda de power metal, com diversos shows esgotados pelo mundo, mostrando que esta turnê é aguardada pelos fãs há muito tempo.

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Rodrigo

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