[Cobertura] Mike Portnoy encanta São Paulo com Shattered Fortress

Hey Ya!

Hoje falaremos sobre a 15ª passagem de Mike Portnoy pelo Brasil, no show realizado no fim de semana.

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Mike Portnoy decidiu que em 2017, quando completou 50 anos, faria uma turnê especial, tocando somente músicas da época que fazia parte do Dream Theater, em especial a 12 Step Suite, saga sobre o tratamento que ele fez no AA (Alcoólicos Anônimos).

Ele pretendia que esta Suite fosse executada pelo Dream Theater na turnê seguinte ao álbum Black Clouds and Silver Linings (2009), mas o baterista deixou o DT, e a banda nunca chegou a realizar shows tocando as músicas nesta ordem. Para a empreitada, o baterista recrutou o guitarrista Eric Gillette (Neal Morse Band) e os músicos da banda Haken.

Como não poderia ser diferente, o Brasil estava dentro da turnê e, dois dias antes do show do The Neal Morse Band no Brasil, foi anunciado que no dia 21 de outubro, teríamos esse show.

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Quando o show foi anunciado, estranhei que seria no Carioca Club, pois imaginei que poderia ser em um local maior, devido à popularidade do Dream Theater e do Mike Portnoy no Brasil – e realmente poderia ter sido em outro local -, pois nunca tinha visto tanta gente na casa, o local estava entupido.

Às 18h50 começou a tocar no P.A. da casa a música Eve, presente no single The Silent Man, seguindo da versão instrumental de Through Her Eyes que encerra o DVD Scenes From New York e ainda The Best of Times na versão demo, cantada por Portnoy. Tudo para que os fãs entrassem mais no clima do show.

Às 19h15, a banda sobe ao palco com Overture 1928, seguida de Strange Déjà Vu, ambas do álbum Metropolis Part 2: Scenes From A Memory. A banda segue com The Mirror, do álbum Awake, com Portnoy falando sobre a alegria de estar de volta ao Brasil, como é especial ver os fãs sorrindo e cantando suas músicas e sobre os 20 anos de sua primeira visita.

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A partir deste momento, se inicia a 12 Step Suite, com The Glass Prison, seguida de This Dying Soul, The Root of All Evil (cantada por Eric), Repentance (cantada por Portnoy) e fechando a saga com The Shattered Fortress. A banda sai do palco e retorna para o bis com Home, a instrumental The Dance of Eternity e encerrando o show com Finally Free.

Foi um show inesquecível, beirando a perfeição. Este show foi muito especial para mim, pois foi a sétima vez que assisti ao Mike Portnoy, fazia 7 anos desde a última vez que o vi tocando com o Dream Theater e teve 7 músicas do primeiro show que assisti ao Dream Theater, em 2005, quando eles tocaram o álbum Metropolis Part 2: Scenes From A Memory na íntegra.

Na minha opinião, este show foi mais Dream Theater do que o que a própria banda anda fazendo, chegando a lembrar o sentimento que o Dream tinha na década de 90 e nos anos 2000.

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Rodrigo

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