[Cobertura] Muito mais impressões da CCXP 2016

Extra! Extra!

Como nosso serumaninho carioca é muito IXperto, vamos falar mais ainda sobre a CCXP 2016?

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As filas – Porque não tem jeito. Para tudo no evento havia uma fila. Essas testavam a paciência do pessoal. A fila para a loja oficial do Harry Potter registrava uma hora em média de tempo de espera, só para poder entrar no espaço. Outras filas para o “meet & greet” com os artistas e para os painéis principais nos auditórios conseguiam superar essa marca.

Outras filas dignas de nota foram as do estande da Chiaroescuro, onde artistas consagrados como Frank Quitely movimentaram uma legião de fãs que se estapearam (em sentido figurado. Rolou tudo na paz) para conseguirem uma senha que lhes garantisse um momento para autógrafo. Não atribuam as filas à desorganização. Elas existem tanto aqui quanto na mais famosa das Comic Con, a de San Diego.

É preciso se munir de grandes doses de paciência e de disposição física para aguentar a batida. Só desaconselho quem vai a CCXP em apenas um dos quatro dias. Investir muito tempo nessas filas, vai acabar não aproveitando muito do que o evento tem a oferecer.

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O nosso dinheiro – “Se não for pra gastar dinheiro assim, então nem quero”.

Pobres (literalmente) de nós, meros mortais. As opções de compras na CCXP são quase que infinitas. Desde o mais humilde bottom até o diorama mais perfeito da Iron Studios. Prepare a carteira, pois a CCXP vai lhe usar. Só para ter uma noção, a loja do Harry Potter teve falta de alguns produtos de seu estoque para atender o público no domingo. Além dela, a Loja da DC, da Turma da Mônica e até uma vila de colecionáveis marcaram presença na CCXP, assim como outras lojas menores também fizeram a festa.

E em tempos de final de ano e do “pavê ou pacumê”, os colecionáveis não ficaram apenas pegando poeira nas vitrines. Certas estatuetas já haviam se esgotado lá pelo domingo, e os fãs não foram nada comedidos em questão de gastos. Impossível sair da CCXP sem alguma parafernalha extra dentro da mochila.

O público – O melhor do Brasil continua sendo o brasileiro. Os fãs são uma atração à parte na CCXP, em todas as suas doses de fanatismo. Desde os colecionadores mais ávidos carregando suas HQs em malas de rodinha (!) até os cosplayers e cospobres cheios de criatividade. Como não admirar a empolgação dos velhinhos fantasiados de Eustácio e Muriel de “Coragem, O Cão Covarde” comparecendo a todos os dias e tirando fotos com uma infinidade de gente?

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Como não se contagiar com a fila para o palco do Just Dance? A fila que era tudo, menos uma linha reta, já que ninguém aguentava ter que esperar subir ao palco para dançar e dançava ali na fila mesmo? Inclusive este que vos fala. Como não se arrepiar com o coro de fãs que cantava junto com as bandas cover que se apresentavam pelos palcos cantando temas de abertura? O espírito nerd nunca foi tão contagiante.

A experiência – O nome “Comic Con Experience” surgiu a partir da vontade dos organizadores que frequentavam as Comic Cons internacionais, de trazerem para o Brasil essa experiência. É certo falar que eles conseguem ano após ano, realizar com sucesso. Não só por toda a organização do evento em si, mas pelas coisas que vão acontecendo naturalmente. Todos são fãs, e isso se percebe quando vemos o ilustrador Davi Calil dar um pulo da sua mesa para tirar uma selfie com o cosplayer do Mr. Satan;

A Bianca Pinheiro e o seu marido darem um tempinho em sua mesa para conferirem de perto as Armaduras de Ouro; o louco Simon Bisley andando para lá e para cá e atendendo todos os seus fãs com muito carinho e paciência. Boatos de que até Frank Miller tirou uma hora para andar pelo São Paulo Expo. A CCXP é uma experiência incrível e obrigatória para todo fã da cultura nerd e até para quem só quer curtir um bom passeio. Prova maior é que ela está chegando no Nordeste e já tem a sua versão de 2017 confirmada no São Paulo Expo.

Não seja louco de perder! Fotos: David Ramones Fotógrafo.

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About the Author

Alonso

Sou o tipo de cara que quando vai à banca, o jornaleiro já começa a sorrir porque sabe que eu não saio de lá com as mãos vazias.

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