[Cobertura] Sobrevivemos à Bienal do Rio de Janeiro

Saudações Nerds!

Os autores Renan Alonso e Fabi Zambelli contam suas participações na Bienal RJ 2017!

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Renan: Desde os onze anos de idade, lá nos idos anos de 2001, eu frequento a Bienal do Livro. Desde então, não tenho perdido nenhuma edição. Dessa vez, o sabor foi completamente novo e não menos delicioso. Eu tive o privilégio de estar lá como autor, lançando o Crônicas (Sub) Urbanas (Editora Autografia), meu primeiro livro impresso (logo teremos Review!).

Foi uma experiência completamente nova ter um livro sendo vendido no maior evento literário da cidade, encontrar amigos na sessão de autógrafos e, a melhor parte, ver desconhecidos se interessando pelo seu material. Inigualável. E entra pra conta aí também poder encontrar o Mauricio de Sousa, que alfabetizou quase o Brasil inteiro com a Turma da Mônica, entregar o meu livro nas mãos dele e agradecê-lo por tudo. E olha que “tudo” é tudo MESMO.

bienal02Com tanta empolgação, fica difícil analisar o resto do evento com olhar de “grande público”. Mas é seguro dizer que, em todos esses anos, 2017 vai ficar marcado como o ano em que o público saiu levando a melhor. Nunca havia visto tantas promoções em praticamente todos os estandes: pequenos, médios e grandes; a esmagadora maioria procurou aumentar o seu volume de vendas com generosos descontos.

Os “outlets” davam a tônica com “tudo por R$ 10”, enquanto outros chegavam a vender a inacreditáveis R$ 5. À título de exemplo: era possível encontrar exemplares de A Guerra dos Tronos, onde cada livro possui em média 400, 500 páginas. O cenário de crise financeira aliado a fortíssima concorrência da Amazon, criou uma imensa queima de estoque na Bienal. Sorte a nossa.

Após duras críticas em sua última edição, por conta das obras da Cidade Olímpica, foi bom ver o acesso ao Riocentro ocorrendo de maneira tranquila. Os ônibus do BRT cumpriram bem a sua função facilitando o acesso do público à Bienal. Quem optou chegar por carro encontrou algum engarrafamento, inevitável em um evento desse tamanho, mas nada de outro mundo. A organização dentro do evento também não deixou a desejar em matéria de diversidade de atrações.

Desde o Café Literário até o Espaço Geek & Quadrinhos, não faltaram opções de diversão para todos os tipos de leitores. Esse também foi o primeiro ano em que foi implementada a “Central de Distribuição de Senhas”, no intuito de diminuir as longas filas para as mesas de debates e sessões de autógrafos. Não digo que seja a maneira mais correta, mas é bom ver a organização se mobilizando a fim de deixar a experiência mais confortável.

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Fabi: Foi uma batalha para ir à Bienal por conta do alto número de escritores da editora e a concorrência foi bem acirrada. Meu livro foi lançado em 2016 e a prioridade eram os livros recém-lançados, além dos títulos internacionais, mas finalmente fui até o Rio de Janeiro. Amigos, colegas e leitores (principalmente) mandaram pedidos para a editora levar o Conto de Dragões e isso mostrou que o livro tem leitores e demanda.

Foi minha primeira Bienal do Rio e foi bem interessante porque eu não precisei promover tanto o livro (como havia feito na Bienal SP). Eu cheguei na segunda semana do evento e simplesmente 90% do estoque da editora já tinha sido vendido e ainda tive que vender do meu estoque particular, então foi um sucesso porque ele se vendeu sozinho.

Eu não sabia o que esperar da Bienal RJ, sabia que ela era maior do que a de SP, com três pavilhões, então você anda muito (muito mesmo!). Os estandes ousaram mais nas suas estruturas para chamar o público. Foi divertido como leitora e visitante, você interage com muita coisa bacana, por outro lado, há muitas filas (muitas mesmo)!

Dica valiosa: vá sempre na Bienal no fim da tarde porque há menos dor de cabeça. Outro ponto positivo foi minha editora fixar um valor padrão para seus livros e isso incentivou a compra. Como autora nacional, me chateou ver tanto Youtubers na Bienal de SP de 2016. Nesta edição do Rio, os palestrantes eram praticamente todos autores e isso foi muito positivo para mim e para o evento.

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About the Author

Leo Luz

Jornalista, fotógrafo e admirador de cultura japonesa. Gosta de jogos, mas sua paixão são as HQs. E os livros. E filmes.

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