[Cobertura] Vimos e aprovamos o Geek & Game Rio Festival

Alô, pessoal!

Como representante local do AN, pude conferir o que rolou na primeira edição do Geek & Game Rio Festival.

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O promissor evento tem muito potencial para marcar presença constante no calendário cultural da Cidade Maravilhosa pelos próximos anos. GGRF tomou o pavilhão 4 do Riocentro, principal centro de convenções, durante o feriadão para reunir todos os fãs da cultura geek.

Opções de diversão não faltaram. Estandes de colecionáveis, experiências de realidade aumentada, venda de quadrinhos, palestras, arena de e-sports, espaço de games, concurso de cosplayers. Tinha de tudo por lá. Aquela diversidade de expositores deu o tom do festival.

O visitante gamer podia ter contato com jogos desde o gigante Tekken 7 (ainda inédito em sua versão comercial) até os jogos nacionais do cenário indie no espaço da SEBRAE. Lá, o visitante não só tinha a chance de por as mãos em grandes nomes do mercado nacional de games, como A Lenda do Herói dos irmãos Castro, mas também de bater papo com os próprios desenvolvedores, proporcionando uma troca muito rica para todos os envolvidos.

Para os fãs mais “old school”, o festival reservou um espaço para arcades, itens cada vez mais raros. Oportunidade de luxo para assumir o volante no Cruisin’ USA ou desafiar um coleguinha para uma partida no The King of Fighters.

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Para os amantes de e-sports, uma surpresa maravilhosa: a arena montada para as competições de League of Legends, Rainbow Six e outras modalidades foi responsável por um verdadeiro clima de Maracanã. As arquibancadas e a estrutura de som formaram um verdadeiro caldeirão dando um tempero todo especial às partidas disputadas. Uma pena que a enorme empolgação da arena de e-sports tenha chegado em alto e bom som até o Hiker Station, palco onde eram realizadas as palestras da GGRF.

Com a presença de convidados como os youtubers Zangado, Malena, Castro Brothers; quadrinistas como Estevão Ribeiro, Carlos Ruas; escritores como Eduardo Spohr, Affonso Solano; esse espaço não teve uma emissão de áudio que fizesse frente a balbúrdia da arena de games quando os horários colidiam.

Pensando em uma edição futura, a organização da GGRF pode pensar num espaço fechado para a conversa da Hiker Station fluir melhor, ou, quem sabe, expandir o evento para usar mais outro dos pavilhões do Riocentro.

Outra área que ficou meio “perdida” foi o Arts Way, espaço destinado aos quadrinistas, que acabou ficando isolado em relação ao resto da feira. O que é uma pena, pois eventos como esses são a melhor oportunidade que quadrinistas do cenário nacional, em especial os do Rio de Janeiro, têm para expor o seu trabalho, ter contato com os fãs e fazer alguns novos.

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Sem contar que deixar escondido um convidado internacional do calibre de David Lloyd, artista de V de Vingança, é bem chato. Uma pena também a proximidade de datas com a CCXP Tour Nordeste, realizada no fim de semana anterior, o que acaba deixando inviável a participação de outros artistas nacionais em ambos os eventos.

Se a GGRF pretende manter um espaço para os quadrinistas, é interessante estudar uma data mais isolada no calendário para alimentar esse espaço da feira. A Geek & Game Rio Festival e seu início promissor estão aí para provar que o Rio de Janeiro está no mapa da comunidade gamer nacional sim.

Cabe lembrar que a cidade já realizou edições da Brasil Game Show, hoje um evento exclusivo de São Paulo. O potencial de entretenimento merece ser explorado, tanto que teremos a Game Experience sem precedentes em pleno Rock in Rio. Portanto, cariocas, controles na mão e apertem “start”. Que os jogos estejam apenas começando com a GGRF. E que continuem.

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Alonso

Sou o tipo de cara que quando vai à banca, o jornaleiro já começa a sorrir porque sabe que eu não saio de lá com as mãos vazias.

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