[Review] A Gigantesca Barba do Mal e sua extrema perfeição

Minha mais nova paixão são HQs!

Graças aos conhecimentos do pessoal do podcast Confins do Universo, estou expandindo os meus!

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Histórias em Quadrinhos vão além de Marvel e DC, e é muito mais que heróis e vilões. Dependendo da história, pode ser uma autobiografia, uma história sobre superação ou então… Uma história sobre uma barba gigante que traz a tona questões sociais e preconceito, dentre outras coisas.

Em A Gigantesca Barba do Mal, somos apresentados a Dave, que mora na ilha denominada Aqui, onde é tudo milimetricamente certo e organizado, nada é fora do lugar, todas as pessoas se preocupam somente com sua própria vida, a rotina casa-trabalho não é atrapalhada nunca e os homens são sempre estritamente barbeados. Sempre.

Barba02Dave mantem sua vida pacata e bem monótona assim: ele vai para o trabalho cedinho, anda por ruas retas e perfeitas, com árvores retas e perfeitas, para depois voltar para sua casa, onde em seu refúgio, ao som de Eternal Flames (The Bangles), encontra paz desenhando a sua rua reta e perfeita.

Para além de Aqui, existe Lá, onde segundo as lendas, só tem desordem e quem se aventurar para longe, não encontrará nada além da morte. O caos é instalado em Aqui quando um teimoso pelo no rosto de Dave começa a crescer compulsivamente, mesmo após ser barbeado e sua barba começa a crescer absurdamente em questão de segundos.

O mais bacana da HQ é que tudo é desenho simetricamente igual, os quadrinhos são perfeitos e é possível perceber um conversando com o outro, ainda mais quando parte da gigantesca barba de Dave continua no quadro seguinte.

Definitivamente o desenhista e roteirista Stephen Collins fez um trabalho magnífico, dá vontade de ficar vendo aquela obra por horas. Ela é engraçada, dramática na medida certa e te faz repensar o seu modo de agir e viver. Afinal, ordem é uma coisa boa?

E o que me fez gostar ainda mais de A Gigantesca Barba do Mal foi justamente o questionamento de ordem e caos. O preconceito que existe quando vemos alguém “fora do padrão”. O que é correto? O que é bom para você nem sempre é bom para mim. Esse tipo de pergunta que nós fazemos é o que a Graphic nos mostra e, mesmo que sutilmente, quando percebemos, já levamos um tapa na cara.

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About the Author

Kell Luz

Kell (ou Raquel para as formalidades), 26 anos, analista de sistemas e aprendiz de desenvolvimento web. Tem como hobbie comer, dormir, comer e jogar muito video game (enquanto come algo). É Sonysta, mas no lugar mais quentinho do seu coração é também uma Nintendista nata. Ama todos os animais, mas prefere os gatinhos. :3

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