[Review] Death Note da Netflix é bom e ruim ao mesmo tempo

Salve nerds!

Sabem o que temos para hoje? Polêmica!!! (mas não mamilos…)

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Venho até vocês com dor no coração para falar de Death Note – sim, o filme. Não o anime muito bacana produzido em 2006, nem do mangá homônimo de 2003, mas do tenebroso, e não no bom sentido, filme live produzido pela Netflix.

Dirigido por Adam Wingard (Bruxa de Blair, de 2016), o longa estrou na Netflix BR e pudemos contar com o ator Nat Wolff personificando o protagonista Light/Kira, sua parceira Mia, encenada por Margaret Qualley, o gênio investigativo L por Lakeith Stanfield e o shinigami Ryuk por Willem Dafoe – que até achei que poderia salvar o filme…

Para quem não conhece a história de Death Note, trata-se de um garoto, Light, que encontra um caderno pertencente a um deus da morte. Se um nome for escrito no caderno, pelo portador do caderno, a pessoa morre. Diante disso, o rapaz começa fazer justiça pelas próprias mãos e criando um “deus” chamado Kira.

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Tudo vai se desenrolando na trama policial na tentativa de descobrir quem é, capturar e prender Kira. O que o filme nos trouxe na realidade bem cruel e triste para os amantes do tão aclamado mangá/anime: um romance adolescente americanizado, somado a um thriller policial meia boca e alguns tons de “terror”.

A atuação não está tão ruim no que foi proposto pelo filme, pelo contrário, está bem condizente, porém a construção dos personagens acabou falhando miseravelmente, pois colocaram situações que são da cultura japonesa em pessoas que sequer tiveram contato com isso na vida.

Se ignorarmos de nossas mentes a ideia de que é uma adaptação de uma obra já existente, o filme acaba sendo até que razoável. No entanto, como esse não é o caso, então o filme realmente está bem ruim. Dentro de toda essa massa amorfa filmográfica, algo se salva, a dublagem ficou muito boa.

Dirigida por Bruna Laynes, a dublagem ficou bem condizente com cada personagem e acabou causando, ao menos um pouco, de prazer, sendo que Guilherme Briggs que deu voz ao pai de Light. Em suma, aconselho assistir apenas se realmente estiver sem nada pra fazer e quiser ver efeitos especiais e dramas adolescentes.

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About the Author

Leo Luz

Jornalista, fotógrafo e admirador de cultura japonesa. Gosta de jogos, mas sua paixão são as HQs. E os livros. E filmes.

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