[Review] Dunkirk e o tic tac frenético de Christopher Nolan

Olá nerds!

Fomos conferir o mais novo filme do titio Christopher Nolan e não poderíamos deixar de comentar com vocês. 😉

Fabi Pontes: Sinceramente, eu fui com uma expectativa normal porque eu pensei se seria mais um filme de guerra (eu gosto de filmes de guerra quando são bem produzidos!), mas pensei que Dunkirk seria mais do mesmo. Já conhecia toda a trama da história e sabia que não teria nenhuma surpresa.

Porém, o filme me surpreendeu muito positivamente porque eles tem os elementos tradicionais da guerra, só que esse filme te deixa muito mais tenso por causa da trilha sonora usada com maestria pelo diretor. Além de você se apegar aos personagens, você se apega à trama em si, você sofre junto por estar na perspectiva de quem está atacando e sendo atacado.

Outra coisa que eu gostei foram os pontos de vista ao longo do filme porque você não está esperando a história daquela maneira e quando você entende como ela está sendo contada sua expectativa aumenta ainda mais.

Kell: Quem for assistir Dunkirk com o pensamento apenas de que é “só um filme de guerra” vai perder um filme sobre muito mais. É sobre heroísmo, sobrevivência, a luta interna para não desistir nunca. Com muito menos ação do que se pode imaginar, Nolan faz um trabalho muito belo com poucas falas, apenas o essencial para nos guiar e muito terror psicológico da própria guerra.

Quando nos damos conta de tudo que está acontecendo (sim, tem muito mais por trás), o plot-twist pode ser um choque, mas vale a pena. Para os menos fãs do diretor ou sobre a trama em si, pode ser apenas um filme que você assiste pra pegar no sono. Para mim está longe de ser o melhor filme de guerra ou o melhor do ano, mas com certeza é um trabalho digno de Nolan e com uma trilha sonora que só Hans Zimmer consegue fazer. PS.: Se tivesse menos água, talvez eu tivesse gostado mais. Entendedores entenderão.

Tommy (Fionn Whitehead), Mr. Dawson (Mark Rylance) e Farrier (Tom Hardy) são os protagonistas que conduziram essa história pesada, com roteiro do próprio Nolan, em uma mistura de esperança e medo que cerca os mais de 400 mil soldados mantidos acuados nos quilômetros de praias francesas e sendo atacados por bombardeios.

Leo Luz: A mente brilhante de Titio Nolan está inteiramente focada em trazer a realidade da guerra para as telas de cinema. Sim, é uma frase completamente clichê, porém (um GRANDE porém) acontece quando o diretor inverte a visão e mostra a influência da guerra na vida de um soldado e o quão responsável ela é para a vida de uma pessoa.

As cenas de ação do fato histórico real ocorrido na cidade de Dunkirk, na França, durante a Segunda Guerra Mundial, onde ingleses foram empurrados à praia pelo exército alemão e encurralados na grande faixa de areia francesa, separados apenas pelo Canal da Mancha, ficam a cargo dos poucos aviões. O restante do filme vemos como é sobreviver à falta de suprimentos e de ajuda.

A trilha sonora do compositor Hans Zimmer é outro personagem marcante no filme, ficando presente com uma corda de orquestra tocada com frenesi acompanhando cada cena de batalha, como se uma bomba tivesse explodido ao seu lado e seu ouvido estivesse zunindo com o barulho. Isso sem contar o tic tac de um relógio marcando os passos dos protagonistas.

Para este filme, Nolan trouxe a construção da história de Amnésia, seu primeiro grande sucesso, o desespero encontrado nos personagens de Insônia e pegou emprestado os ângulos de câmeras improváveis de A Origem para compor um ótimo drama da Segunda Guerra sem (em nenhum momento) mencionar os soldados americanos. Um filme completamente inglês.

About the Author

Kell Luz

Kell (ou Raquel para as formalidades), 26 anos, analista de sistemas e aprendiz de desenvolvimento web. Tem como hobbie comer, dormir, comer e jogar muito video game (enquanto come algo). É Sonysta, mas no lugar mais quentinho do seu coração é também uma Nintendista nata. Ama todos os animais, mas prefere os gatinhos. :3

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