[Review] Ficou um gosto de ‘quero mais’ na 2ª temporada de Stranger Things

Olá nerds oitentistas!

Stranger Things é sinônimo de referências à filmes clássicos e homenagens ao autor Stephen King.

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Leo Luz: Com a expectativa alta demais, começamos a ver a segunda temporada de ST, também pudera já que os 10 minutos finais do último episódio  da 1ª temporada foi de arrancar os cabelos. A nova tem 9 episódios que entre altos e baixos, traz bastante novidade para o público. Ainda sim, essa novidade não é tão impactante.

Calma, calma… não estamos loucos o suficiente para falar que foi ruim. Mas o porém aqui é grande comparado com a história de mistério que tivemos em toda a primeira temporada com o roteiro (quase que) perdido dos criadores Matt Duffer e Ross Duffer. Me pareceu que eles sabiam a história da temporada, mas não souberam como contá-la.

Depois de cuspir a lesma no esgoto, Will começa a ter visões do Mundo Invertido com mais frequência e Joyce quer entender o porquê dessa crises repentinas no menino. Com ajuda de Hop, eles levam o garoto para ser examinado pelo Dr. Sam Owens (Paul Reiser) no antigo laboratório de Hawkins, para tentar alguma cura.

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A série toma um rumo diferente ao explorar mais de cada personagem separadamente (ou em duplas). Mike está sempre ao lado de Will como melhor amigo, assim como Dustin e Lucas não se desgrudam nas aventuras dentro da escola e atrás da novata Maxime ‘Max’ (Sadie Sink) entre um pulo no fliperama e outro dela tentando entrar para o grupo.

Pausa para dizer que Max é uma das personagens com mais carisma da série e a interpretação de Sadie está tão natural que dá aquela impressão que a garota já estava no grupo há tempos. Max não fica provando a todo instante que precisa entrar para o clube dos meninos, ela é independente, vai atrás dos próprios objetivos, mesmo que isso confronte as ideias de seu irmão Billy.

O triângulo chato-amoroso Nancy, Steve e Jonathan tem seu momento de relevância, mas é com Nancy e Jonathan que a série dá uma movimentada para compensar a falta que Barb faz para toda trama. Eles fazem o que todo o público sempre quis: vingar a morte de Barb da melhor maneira possível, até porque a personagem virou ícone para a série desde o ano passado.

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Os maiores destaques para os personagens de segundo escalão vão para Bob (Sean Astin) que traz segurança para as ideias de Joyce e aparece como um porto seguro para tudo o que a família Byers tem passado e Billy (Dacre ‘Ranger Vermelho’ Montgomery), o perseguidor quase vilão da temporada que aparece para colocar um terror maior do que o Demogorgon.

Ah, a série é sobre a Eleven neh… seu arco de suspense na trama segue um caminho bem difícil de acreditarmos, procurando muitas pistas sobre seu passado enquanto seus amigos tentam impedir o grande vilão do Mundo Invertido. Aí quando ela resolve finalmente aparecer para todo mundo, e passar pelo desenvolvimento punk-adolescente dela, ela dá conta do recado. Só isso…

Penna: Essa segunda temporada de Stranger Things foi uma experiência maravilhosa. Dentre todas as partes da história, enredo, trilha sonora, fotografia, o que mais me chamou atenção dessa vez foram as novas referências trazidas. Desde os Caça-Fantasmas a Alien, cada uma deu aquele toque ST de ser do começo ao fim. Sem contar que aquele gostinho de “f*&¨% geral para a próxima temporada” no ar foi a cereja no topo do bolo.

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About the Author

Leo Luz

Jornalista, fotógrafo e admirador de cultura japonesa. Gosta de jogos, mas sua paixão são as HQs. E os livros. E filmes.

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