[Review] IT – A Coisa se torna um dos melhores filmes do ano

Salve salve Nerds!

Reunimos a patota do AN para ver um dos palhaços mais assustadores dos anos 1990 e também de 2017!

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Depois das estreias do filme (bem mais ou menos) da Torre Negra e da série O Nevoeiro (que eu espero que você não assista), o nome de Stephen King estava de certa forma manchado e precisava de uma novidade fora do comum para voltar com glória aos holofotes. Até porque ele é considerado um dos autores mestre do terror.

E vamos deixar bem claro que é terror psicológico, sem gritaria ou burrice por parte dos protagonistas. Nada melhor então do que trazer à tona, um dos ícones dos anos 90: Pennywise, o Palhaço Dançarino como o próprio filme enfatiza. Obrigado pela escalação do ator Bill Skarsgård que está muito (MAS MUITO) bom no papel de destaque em IT.

Penna: assistir IT foi algo que eu posso chamar de transcendental. Do início ao fim do filme, a sensação de que eu não estava em um cinema do século XXI me acompanhou, seja com o excelente figurino do filme, seja com a trilha sonora envolvente ou até mesmo a fotografia. Foi como entrar e sair de um túnel do tempo por algumas horas. Da mesma forma que o seu precursor mais antigo causou uma euforia nos cinemas, A Coisa de 2017 veio para fazer jus à obra do mestre e se tornar um clássico.

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O mérito de todo o filme (além do Bill) vai para as crianças do Clube dos Perdedores, como eles mesmo se chamam: Bill (Jaeden Lieberher), Ben (Jeremy Ray Taylor), Beverly (Sophia Lillis), Richie (Finn Wolfhard), Mike (Jacobs Chosen), Eddie (Jack Dylan Grazer) e Stanley (Wyatt Oleff). E a menção honrosa para Jackson Robert Scott (Georgie).

Ao longo da primeira metade do filme, somos apresentados a cada um deles e vamos entendendo como é a vida para os adolescentes na cidade de Derry, no Maine. Dentre os perdedores, há sempre um que se destaca em algo para juntar as peças do quebra-cabeça e tentar adivinhar como Pennywise escolhe suas vítimas.

Bill ainda acredita que seu irmão Georgie está vivo, mesmo após um ano de seu desaparecimento. Pistas em livros de história da biblioteca, recortes de jornal e uma criançada realmente inteligente dão ao espectador todo o enredo que um suspense sessão da tarde poderia oferecer. E as cenas com o palhaço são macabras.

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Mesmo com menor tempo em tela, Pennywise agrada e aterroriza na maneira certa. As câmeras e efeitos que o diretor Andy Muschietti (de Mama) coloca nos ataques dele fazem sentido para o conjunto da obra e mostra como o filme salta de uma aventura de crianças para o terror muito bem feito. Ainda que não tenha sido gravado para o 3D, algumas cenas ficariam perfeitas nele.

Para os amantes da versão literária, um sorriso no rosto de satisfação ao ver (finalmente) uma boa adaptação do titio S. King, agora resta saber a data exata de lançamento de IT – Capítulo 2, com a volta do palhaço à cidade 27 anos depois e as crianças, agora adultos, precisando deixar o tempo de lado para se unir novamente contra o mal.

IT: A Coisa foi uma grata surpresa do segundo semestre e superou as minhas expectativas, há tempos não ia ao cinema assistir um filme de terror/suspense. Agora é hora de deixar o balão vermelho de lado e esperar flutuar também quando o DVD chegar aqui em casa. Bons sonhos e muito cuidado com os bueiros.

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About the Author

Leo Luz

Jornalista, fotógrafo e admirador de cultura japonesa. Gosta de jogos, mas sua paixão são as HQs. E os livros. E filmes.

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