[Review] Liga da Justiça agrada e divide os fãs de quadrinhos

Colaboração: Gu Valente

Liga da Justiça é um filme simples com uma enorme responsabilidade!

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Colocar o Universo Estendido DC no rumo correto nos cinemas e oferecer uma aventura de qualidade e entretenimento. A produção comandada por Zack Snyder enfrentou vários problemas desde o primeiro dia de filmagens e eles não acabaram com a saída do diretor devido a trágica morte de sua filha mais velha.

Coube a Joss Whedon, egresso da Marvel Studios, ajudar Snyder a criar novas cenas para o filme e ditar o novo tom da DC nos cinemas. No que diz respeito a este que vos escreve, Zack e Joss (olha a intimidade hahaha) poderiam fazer um duo e dirigir o universo DC nos cinemas pra sempre.

Liga da Justiça é uma ótima aventura que trouxe à tona memórias do saudoso desenho do SBT. A trama, escrita por Chris Terrio, com retoques de Joss Whedon, mostra uma Terra desesperançosa após a morte do Superman no filme anterior. Aproveitando-se dessa fragilidade, um exército de parademônios, liderados pelo cruel Lobo da Estepe, invade a Terra para moldá-la de acordo com seu mundo natal.

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Cabe ao Batman e a Mulher-Maravilha formar um time de meta-humanos para conter essa ameaça e preservar a segurança da Terra. Como podem ler acima, a trama é só um fiapo condutor para o que realmente interessa; as relações entre os personagens, e é aí que reside a maior força de Liga da Justiça.

Como em todo bom filme de equipe, cada herói tem seu arco e sua personalidade distintos no filme e, apesar da curta duração (apenas 120 minutos com créditos), o tempo é bem aproveitado pelos diretores. De Zack Snyder, vem o arrojo visual, as cenas de ação bem coreografadas e a iconografia que preenche a tela como se fosse um painel de quadrinhos, e de Joss Whedon, os diálogos elegantes e o humor irônico e certeiro, além da fluidez do enredo.

Ben Affleck e Gal Gadot já se tornaram os novos rostos de Batman e Mulher-Maravilha: Affleck traz um humor que poucos atores trouxeram ao papel de Bruce Wayne e Gadot traz o mesmo calor humano que exibiu em seu filme solo. Quanto as novas adições no elenco, Ezra Miller rouba a cena como Barry Allen e suas tiradas certeiras sem deixar de explorar o lado dramático do Flash.

Ray Fisher faz um Ciborgue bem “humanizado” e mostra uma segurança de veterano. Já Jason Momoa explora apenas a superfície do Aquaman, apesar de já demonstrar que conhece a fundo o papel de Arthur Curry. E Henry Cavill como Superman? Apenas assistam ao filme. Só digo que ele É o Superman, sem mais nem menos.

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O filme encontra espaço pra trazer personagens dos universos de cada um dos heróis, fazendo de Liga da Justiça um Greatest Hits da DC no cinema. Por várias vezes, o filme parece um pouco corrido, sem deixar as cenas respirarem, sugerindo que em breve teremos uma edição estendida quando o filme chegar em home vídeo.

O Lobo da Estepe funciona mais como elemento narrativo do que como personagem, mas isso não chega a ser um baita problema como a internet fez questão de bradar aos quatro ventos. Provavelmente, a própria internet é a maior vilã do filme. Lendo as críticas internacionais, se preocuparam mais em resenhar a produção conturbada do filme do que ele em si, e isso o prejudicou.

Uma pena, Liga da Justiça merecia muito mais e não precisou de nenhum humor apelativo (cof cof bunda do Hulk cof cof) para ser bem sucedido entre os fãs. Liga da Justiça deixa a DC no rumo certo nos cinemas e dá um gostinho de quero mais ao final. Vale muito a pena assistir na telona, principalmente pra levar a família e os amigos para uma boa sessão. Não deixe de conferir as duas cenas pós créditos!

E eu quero o Blu-Ray agora!

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