[Review] Marvel e Netflix acertam o alvo com O Justiceiro

Olá Nerds!

Fiz minha última boa ação de 2017 e terminei a série O Justiceiro, da parceria Marvel/Netflix.

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Depois de roubar todas as cenas na segunda temporada de Demolidor, Frank Castle (Jon Bernthal) está de volta para resolver questões do passado. Juro que fiquei pensando que tipo de história iriam colocar para o vigilante mais surtado de Nova York e agora penso que sua atualização era mais do que necessária.

Enquanto que nos quadrinhos, Frank lutou na Guerra do Vietnã, na TV ele agora é mais um soldado a voltar do Afeganistão com seus traumas e pesadelos de batalhas. Porém, assim como na HQ, a morte de sua família inteira no Central Park é peça fundamental para Frank se tornar o Justiceiro.

O trauma da morte de sua família é a consciência viva de Frank fazendo o anti-herói sobreviver dia após dia na cidade, ainda que ele não consiga esquecer tudo o que aconteceu no Iraque. Seus pesadelos são constantes e Frank trava um luta interna para conseguir viver, mesmo que ajudado pelo amigo Curtis (Jason R. Moore).

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A série com 13 episódios não se apressa em apresentar as personagens para o público, cada uma delas ganhando seu destaque na trama ao longo dos capítulos e – diferentemente de Punho de Ferro – Frank não precisa se assumir Justiceiro cada vez que empunha uma arma. Ele é capaz e determinado naquilo que foi treinado.

Sua vida muda quando o hacker Micro (Ebon Moss-Bachrach) entra em contato para desenterrar um trabalho para o soldado. Ambos estão envolvidos em um incidente de guerra e precisam resolver da melhor maneira possível: o assassino de um civil inocente filmado por um dos parceiros de Frank.

Tal assassinato é investigado pela agente de Segurança Nacional Dinah Madani (Amber Rose Revah) que irá colocar toda a polícia disponível para resolver o caso, assim como a empresa de segurança privada chamada Anvil, do ex-fuzileiro Billy Russo (Ben Barnes) que serviu com Frank no Afeganistão. Madani serve para levar o público por toda trama da história e Russo para matar o que ficar pelo caminho.

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O Justiceiro faz jus aos quadrinhos com um Frank Castle violento quando o assunto é matar quem atrapalha sua vida. Tiros, sangue e ossos quebrados fazem parte de sua história e na TV ficou excelente. Outro ponto alto é a trama política que envolve CIA, Fuzileiros e Segurança Nacional para acobertar tráfico de drogas.

A série acerta em apontar o dedo na cara da sociedade americana e mostrar como os soldados sobrevivem fora das guerras. Destaque para Lewis Walcott (Daniel Webber) e seu arco de história sobre um ex-fuzileiro que tem ataques de pânico durante o sono e quer fazer justiça com as próprias mãos. Da maneira errada.

Depois de alguns deslizes, Marvel e Netflix voltaram para os eixos em uma série com história sequencial, com subtramas resolvidas e personagens carismáticos. Não tem um ponta solta para deixar aquela dúvida no ar e as respostas finalmente foram dadas para Frank, goste ele do resultado ou não – até mesmo por Karen Page (Deborah Ann Woll).

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Kell: A série me surpreendeu muito do início ao fim. Além de ser uma série sobre o surgimento de um anti-herói e seu respectivo antagonista, ela não deixa quieto em constantemente alfinetar o governo americano e como ele “cuida” dos homens e mulheres quando os mesmos retornam da guerra. O sofrimento, a falta de auxílio e ajuda, a dificuldade em se readaptar ao mundo “normal”.

Todos os personagens fazem um trabalho excelente em relação a isso, deixando claro que não é fácil para nenhum deles simplesmente largar o uniforme de soldado e lutar pela a vida de modo mais humano. Fora isso, O Justiceiro é uma recomendação ótima para quem estava cansado de Luke Cage e Punho de Ferro e parte para a agressão sem dó e muito menos piedade. Sem sombra de dúvidas, está no meu top 10 fácil.

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About the Author

Leo Luz

Jornalista, fotógrafo e admirador de cultura japonesa. Gosta de jogos, mas sua paixão são as HQs. E os livros. E filmes.

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