[Review] O maravilhoso Despertar de Cthulhu em Quadrinhos

Saudações nerds!

Você sabia que aqueles seus sonhos bizarros e sem sentido podem ser a realidade paralela de Cthulhu?

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Criado por H.P. Lovecraft em 1926, a entidade cósmica de seus livros de ficção se tornou um dos ícones mais famosos atualmente como referência ao lado obscuro da mente humana, da insanidade e de um horror de proporções gigantescas, muito associado também (em diversas culturas) como o mal extremo do homem.

Tendo isso em mente (perdão do trocadilho…), a Editora Draco reuniu variados artistas em uma coletânea de horror dedicada a este ícone, com oito histórias baseadas na transformação da mente humana em algo perverso e ao mesmo tempo bizarro. Em meio a um oceano de ideais, tentáculos surgem por entre as páginas e te levam à lugares inimagináveis.

O Salmo do Sangue Antigo abre com maestria o encadernado com um roteiro pesado logo de cara, feito para os fãs da lenda, mas é o segundo conto Os Tambores de Azathoth que explode cabeças misturando a ficção insana com fatos históricos e insinuando que os fatos foram obras de uma mente enlouquecida.

Macio é um conto do roteirista Airton Marinho (já falamos com ele aqui no AN) sobre o desespero e a sobrevivência de uma garota e um bode das trevas com uma cidade infestada de larvas. Sob a Insana Luz é uma história (com um P*%@ roteiro) onde detetives investigam um desaparecimento em uma cidade do interior e descobrem uma seita incomum.

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Clhithmaek’ Tyivh é (de longe) a mais surtada história da HQ se passando no meio de uma aldeia indígena. Em A Linguagem da Fé, veremos a religião se encontrando com a crença da loucura de uma forma bem peculiar na visão do roteirista Raphael Fernandes.

O típico mangá de comédia está representado em O Caso da Truta Salmonada com diversão e loucura na medida para quem quer se apaixonar pelos contos de Cthulhu (essa história me surpreendeu mesmo!). O Que Dorme encerra com a insanidade necessária para mexer com os pensamentos e os nervos do leitor (méritos para Bárbara Garcia) com ótima arte de Elias Aquino.

Assim como em O Rei Amarelo (também da própria editora), as mais de 160 páginas da coletânea são feito em preto, branco e (desta vez) verde, cor tradicionalmente associada ao representante desta mitologia: um ser gigantesco, vindo dos mares, com milhares de olhos e tentáculos para puxar os viajantes (marítimos ou mentais) para as profundezas do desconhecido.

O Despertar de Cthulhu em Quadrinhos é mais uma obra icônica da Editora Draco ao trazer uma novidade para os fãs deste tipo de terror/horror ao mesmo tempo que reapresenta os mitos e teorias sobre histórias já esquecidas. Só resta esperar Os Demônios da Goétia, último título para completar a trilogia doutone da editora.

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About the Author

Leo Luz

Jornalista, fotógrafo e admirador de cultura japonesa. Gosta de jogos, mas sua paixão são as HQs. E os livros. E filmes.

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