[Review] O que foi essa temporada de Orange is the New Black?

Alô alô nerds!

Lançada a 5ª temporada de OITNB e, em menos de uma semana, devorei os 13 episódios das nossas mulheres.

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Atenção! Se você não viu as temporadas anteriores, esse texto talvez possa conter SPOILERS!

Leia por sua conta em risco. 😉

A quarta temporada da série terminou com a incógnita de Daya apontando uma arma para um dos oficiais, que ilegalmente a levou para dentro da prisão feminina. As mulheres estão enfurecidas, pois o oficial Thomas foi causador de grande discórdia entre elas, e praticamente todas o quer morto.

Entretanto, uma ou outra evita as confusões, indo para a biblioteca, área externa, banheiros, etc. Na confusão, um motim é declarado. Taystee, Cindy e Abdullah fazem o diretor da prisão, Joe Caputo e um agente da CG de refém, exigindo justiça pela morte prematura da detenta Poussey.

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Enquanto isso, as detentas latinas fazem de refém todos os outros guardas da prisão, incluindo o Luschek. Pegam suas roupas, cassetetes, celulares e os colocam no “aquário”. Piper e Alex decidem ficar fora de confusão para cumprir suas penas em paz. Red e Flores se juntam em uma corrida para descobrir segredos do oficial Piscatella, o expondo para ele deixar todas em paz.

A história tem um desenrolar muito bem explicado nos episódios, dando razões e explicações para cada ação de uma mulher, detenta ou não. Vemos a evolução de cada uma delas. De tudo o que assisti, apenas uma coisa ficou sem explicação para mim, sem sentido, no ar – mas quem sabe na sexta temporada eles não expliquem.

Afinal, o que é uma coisa sem explicação perto de tudo o que a série tem a nos oferecer? Em alguns momentos, eu achei desnecessário o alivio cômico da série, e isso me broxou um pouco. O diálogo estava perfeito, assim como as atuações, porém vinha alguém (geralmente a Cindy) e botava tudo a perder, como se tudo não passasse de uma grande piada.

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Talvez esse tenha sido a intenção dos produtores que me fizeram gostar menos de 100% dessa temporada. Mães, filhas, assassinas, viciadas, indignadas, mas acima de tudo: humanas. Com sentimentos reais e, por muitas vezes, confusos, com a sensação de ser uma zé ninguém, de ninguém a amar.

E mesmo com todas as diferenças em vários momentos da temporada, elas encontram força de vontade de viver mais um dia, de se unirem e traçarem seus próprios caminhos, não dependendo mais de um sistema injusto. Mesmo que cada uma tenha um objetivo diferente com a rebelião, elas percebem que não podem fazer cada uma por si, e os momentos que se juntam para decidir seus destinos é o ápice, enchendo nossos olhos de lágrimas e nosso peito de orgulho.

Permanecer unidas. Independente de raça, cor, crença ou ideologia. O inimigo é um só, como diria eterno Capitão Nascimento. E no meu caso, será a minha luta de 1 ano para aguentar até a chegada da sexta temporada. Obrigado, de nada Netflix!

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About the Author

Kell Luz

Kell (ou Raquel para as formalidades), 26 anos, analista de sistemas e aprendiz de desenvolvimento web. Tem como hobbie comer, dormir, comer e jogar muito video game (enquanto come algo). É Sonysta, mas no lugar mais quentinho do seu coração é também uma Nintendista nata. Ama todos os animais, mas prefere os gatinhos. :3

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