[Review] Os Defensores e a fórmula Marvel de sucesso

Olá Nerds!

Depois de muita espera, Os Defensores chegaram à Netflix e mostraram para que vieram.

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Atenção: se você ainda não viu alguma série dos heróis individualmente, esse post pode conter alguns spoilers. Leia por sua conta em risco 😉

Com ótimas duas temporadas de Demolidor, uma boa com Jessica Jones, a arrastada vida de Luke Cage e a interminável saga de Danny Rand, finalmente as tramas secundárias se convergiram para um plot único para unir os heróis das ruas da Marvel, separados apenas por alguns quarteirões e todo um Central Park.

A arriscada série lançada na metade de agosto apresenta bons momentos ao longo dos oito episódios e prova que a Casa das Ideias já tem sua fórmula mágica para a televisão e isso, talvez, não seja uma boa notícia para nós. Essa fórmula é ótima para a série do Demônio de Hell’s Kitchen, mas não funcionou com o Punho de Ferro.

O primeiro episódio d’Os Defensores serve apenas para reunir os últimos fatos de cada série e relembrar como estão os heróis em suas vidas, com ou sem uniformes. Matt Murdock (Charlie Cox) tenta ganhar a vida como advogado de pequenas causas, mas sente que poderia ajudar muito mais Nova York com sua máscara.

Jessica (Krysten Ritter) ainda sofre com a morte de Kilgrave e quer voltar a viver tranquilamente como investigadora criminal em uma cidade onde todo mundo a reconhece. Luke Cage (Mike Colter) se reencontra com o Harlem e precisa se atualizar com os crimes que andam acontecendo, enquanto nosso Punho de Ferro (Finn Jones) busca respostas do Tentáculo pelo mundo.

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O motivo da série acontecer é por causa do Tentáculo, a organização criminosa que desde o primeiro Demolidor atua nos sombras de cada um dos títulos da Netflix e agora mostra sua verdadeira forma com todos os cabeças sendo liderados pela maravilhosa Alexandra Reid (Sigourney Weaver) – única mulher que daria cabo de todos os heróis juntos.

A poderosa arma que Alexandra tem em mãos é o Céu Negro (Elodie Yung), isto é, uma ressuscitada Elektra sem memória anterior e pronta para matar quem estiver pelo seu caminho, menos Danny Rand, por ele ser a chave que irá resolver todo o mistério da temporada e que está escondido em Nova York (por ironia do destino, não?)

Entre altos e baixos, a série peca por repetir a fórmula da Jornada do Herói – onde ele precisa sofrer em cena para se dar conta que pode melhorar ainda mais e alcançar seu objetivo – e também em algumas cenas de lutas mal coreografadas dando para ver nitidamente os socos e chutes ensaiados. Ah, e temos o fator Punho “Burro” de Ferro que sempre precisa reforçar a ideia de quem ele realmente é.

Um grande PORÉM vai para a fotografia das cenas que dá uma cor específica para cada herói – Vermelho Demolidor, Azul Jessica, Amarelo Luke e Verde Punho – mostrando que eles ainda eram separados de seu objetivo e com o decorrer dos episódios a luz natural se torna entre cinza e branco. Aliás, cor específica de Alexandra 😉

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Outro fator que me deixou muito contente foi o enorme destaque para os coadjuvantes de cada série, dando uma importância ainda maior para os ‘side kicks’. Colleen Wing (Jessica Henwick), Claire Temple (Rosario Dawson), Karen Page (Deborah Ann Woll) e Misty Knight (Simone Missick) roubam cada cena em que aparecem e quando estão reunidas… aí a série ganha muito respeito.

Kell Luz: A série não é toda ruim, alguns episódios são realmente ‘mind blowing’ e dão um gás danado para a temporada, porém alguns outros são arrastados e sinceramente o Punho de Ferro fazia parte deles. Eu não gostei dele desde o primeiro episódio de sua série solo. Ele tem um ar de pobre coitado, que precisa provar pra Deus e o mundo que ele é o cara imortal que vai destruir o Tentáculo sozinho (zzZZZZzzZz, MUITA PREGUIÇA).

Tirando esse fator, dá para perceber a evolução de cada um dos personagens, até a Jessica Jones está mais aceitável (pra mim) e o Luke Cage menos insuportável. A sua maneira, cada um ficou bem bacana, todos com suas diferenças, mas lutando contra um inimigo em comum.

As cenas do Matt com a Jessica são um show a parte, ficaram muito bem construídas e os dois combinaram muito juntos. De qualquer forma, não espere um final glamouroso, digno de HQs, mas óbvio que tem aquele gancho para a 2ª temporada e cá entre nós, até que eu estou ansiosa para ver mais desse quarteto quase fantástico.

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About the Author

Leo Luz

Jornalista, fotógrafo e admirador de cultura japonesa. Gosta de jogos, mas sua paixão são as HQs. E os livros. E filmes.

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