[Review] Planeta dos Macacos: A Guerra merece toda sua atenção

Salve salve Nerds!

Apesar de não ter começado a guerra, Cesar precisa por um fim à destruição dos primatas.

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O último filme da trilogia símia parece que não tem pressa para contar sua história final. Com um ritmo mais lento do que seus antecessores, Planeta dos Macacos: A Guerra chega aos cinemas com a promessa de terminar uma das melhores prequencias já feitas e também unir-se aos velhos filmes.

Antes de mais nada, precisamos dar um Mito para o Oscar Andy Serkis. Alguém aí por favor liga para a Academia e avisa que o cara é melhor do que muito ator por aí! A computação gráfica fica em segundo plano quando vemos a atuação, a raiva, o medo e a esperança estampadas em seu rosto de Cesar e olhos humanos.

O diretor Matt Reeves é sistemático com suas câmeras, sem abusar de ângulos para deixar o filme muito bem funcional em uma sessão tradicional – se tivesse assistido em 3D iria apenas gastar mais dinheiro no ingresso. As câmeras são utensílios para contrar uma história firme e fechada sob o arco de Cesar.

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Kell: O último filme de uma trilogia geralmente é mais morno, às vezes fraco, mas não para O Planeta dos Macacos. O retorno (ou quase isso) triunfal de Cesar é o ápice da história, onde trata mais ainda do que é realmente humanismo. A trilha sonora é uma obra à parte que completa o conjunto e nos faz ficar ainda mais aflitos com as consequências tomada por ambos os lados.

Ainda bem que nessa brincadeira de quase 3 horas, tivemos um alivio cômico. Um dos melhores momentos é quando o macaco “Bad Ape” dá um sentido a mais para o filme e serve para relaxar o espectador nas cadeiras. Espero de coração que o maravilhoso Andy Serkis pelo menos consiga uma vaga para concorrer ao Oscar ano que vem, ele realmente merece, assim como o querido Woody Harrelson.

Um filme como esse serve de grande metáfora para os conflitos que nós, humanos, fazemos um contra os outros, seja por vingança, ódio, diferenças de religião ou etnia… temos batalhas diárias para serem enfrentadas. Este é um longa para refletirmos se a humanidade será extinta por primatas ou pelos próprios humanos.

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O mundo já está infectado com a gripe símia e os humanos estão desesperados para eliminar qualquer indício de primata que eles possam encontrar no planeta. Cesar é conhecido como o responsável por toda contaminação e O Coronel (Harrelson) não irá descansar enquanto não vê-lo derrotado e humilhado na frente de sua espécie.

O vilão do filme não tem uma motivação clara sobre o fato de exterminar os primatas, mas vê uma necessidade de sobrevivência do mais forte. Ao seu modo de ver, os humanos têm mais inteligência, mais poder de fogo e mais determinação em não morrer. E Cesar tem a vingança a seu lado para motivá-lo.

O roteiro não deixa pontas soltas para nenhuma continuação e faz jus ao primeiro filme de mesmo nome lançado em 1968. Toda uma nova trilogia foi feita para marcar o legado deixado por Cesar e como ele influenciou no futuro dos símios no Planeta liderados então por Cornelius e encontrados por George Taylor (Charlton Heston).

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About the Author

Leo Luz

Jornalista, fotógrafo e admirador de cultura japonesa. Gosta de jogos, mas sua paixão são as HQs. E os livros. E filmes.

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