[Review] Thor Ragnarok é o melhor da trilogia do Deus do Trovão

Saudações Nerds!

Finalmente fizeram um ótimo filme do Deus Nórdico, mas está longe de ser o melhor da Marvel.

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Alonso: Um recado para os fãs do Thor dos quadrinhos: desistam. Eis um personagem que nunca chegou a fazer a transição das páginas das HQs para as telas dos cinemas. O que não necessariamente signifique algo ruim. Adaptações não canônicas desses personagens podem acabar em grandes histórias. Taí o grande sucesso de “Logan” no início do ano pra comprovar.

Thor Ragnarok vai pelo mesmo caminho. Bebe na fonte de Jack Kirby, de “Planeta Hulk” e de outras versões do próprio Ragnarok. Mas sai daí para virar um filme com assinatura do diretor Taika Waititi e tornar-se uma versão colorida e bem humorada do fim do mundo. Diversão despretensiosa? Esse é o filme. Arco épico e dramático? Vamos esperar por Guerra Infinita.

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Leo Luz: O filme dita as regras do jogo nos primeiros cinco minutos e mantém o que os trailers apresentaram: muita comédia, uma P%$@ aventura espacial – com aquele pé em Guardiões da Galáxia – e estamos a um passo do imponente Thanos chegando à Terra. Aliás, o suspense do Titã Louco está tão grande que eu espero que a Marvel entregue uma booooooa história.

Thor (Chris Hemsworth) precisa se tornar uma espécie de Hércules para resolver diversas situações como: procurar as Joias do Infinito, cuidar do governo de Asgard, impedir os planos ‘infalíveis’ de Loki (Tom Hiddleston), enfrentar o Hulk em outro planeta (Mark Ruffalo) e, pro fim, encarar de frente o Ragnarok trazido pela Deusa da Morte, Hela (Cate Blanchett).

Destaque para a interpretação sarcástica de Cate para a Deusa, mesmo que o filme aproveite pouco de toda sua maldade. Ela está solta assim como Loki para interpretar sua personagem, ao que foi feito para ela mesma. Não consigo imaginar a Deusa da Morte na pele de outra atriz. Ela mostra um sorriso nervoso, ao mesmo tempo que extermina os soldados asgardianos. É ótimo!

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Outro personagem que tem importância para a trama, mas desperdiçam é o Grão-Mestre (Jeff Goldblum). Ele está sem freio nenhum e se torna um personagem divertido e chato demais ao mesmo tempo com seu jeito calmo e sereno de falar e matar pessoas. E Sir Anthony Hopkins eleva o nível de atuação com um Odin cansado da vida (e talvez de tantos filmes repetitivos da Marvel) 😉

Menção ainda honrosa para Tessa Thompson e sua Valquíria que precisava de mais ação para ganhar um espaço em nosso coração – talvez com um passado mais bem explorado e não como ponte para o último ato do filme e Skurge, o personagem duvidoso de Karl Urban que tem uma mini jornada do herói durante o filme. Ah, obrigado Idris Elba por dar caráter ao Heimdall neste último filme.

Kell: Gostei muito de como o filme foi feito, sem dúvidas, foi o melhor filme da trilogia Thor, mas está longe de ser o melhor longa da franquia Marvel (amém Cap. América <3). Apesar de ser cheio de piadinhas que em certos momentos cansam, dá para se divertir no filme e sem dúvidas, Loki e a Hela roubam a cena, não tem o que falar, eu gosto muito dos vilões da Marvel, até mais que os próprios heróis.

O 3D não faz a menor diferença no filme, a não ser pela profundidade então, se puder, opte pela opção sem. Apesar de eu ter me decepcionado um pouco, pois ouvi falar que a pegada do filme ia ser diferente, eu estava esperando algo mais “dark”, o filme dá pra divertir e te fazer esquecer da vida por 2 horas.

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About the Author

Leo Luz

Jornalista, fotógrafo e admirador de cultura japonesa. Gosta de jogos, mas sua paixão são as HQs. E os livros. E filmes.

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